India

Thursday, August 31, 2006


Um dos nossos objectivos era ir descendo para sul ate Goa. Disseram-nos depois que as moncoes estao fortes em Goa e que nao valia a pena arriscar. Sugeriram-nos entao Diu, e viemos.
Diu foi Portugal ate 1961, e ainda se ve muitas marcas da nossa presenca. No entanto e quase tudo ruina, aguentam-se o forte e a igreja, curiosamente o que de mais antigo aqui temos. Nao posso deixar de concordar com o meu Pai, um pequeno esforco de penetracao social economica cultural aqui nestes pontos de contacto entre Portugal e India seriam muito mais frutiferos para ambos que muitas reunioes.
Sera que devemos, reavaliar a nossa posicao atlantica, e mais que isso a nossa condicao unica de ponto de contacto entre a europa e varias partes do mundo, Americas, Africa e Indias? Sera que tendo liderado a primeira experiencia de Globalizacao podiamos aproveitar melhor essa vantagem e abrir caminho nesta ultima? (isto nao e discurso do PP?…ops! nao me levem a mal; as coisas andam realmente embrulhadas hoje em dia).
Vemos na cidade algumas alusoes arquitectonicas, nomes de estabelecimentos e uma ou outra toponimia antiga esquecida que nos remetem para Portugal. A caminhar pelas ruas encontramos uma estatua do nosso camarada Vasco, mas o da Gama! Ja vimos tambem um rapaz com bone de Portugal e camisola do Cristiano Ronaldo e dizem-nos que ainda ha quem saiba falar portugues, os mais velhos decerto. Encontramos tambem um rapaz Lisboeta de ascendencia Indiana que vem ca todos os veroes visitar familiares. For a isto a India ja nos esqueceu, de certa forma Diu parece ela propria esquecida pela India, e uma cidade pequena com maus acessos, longe dos centros do poder, e que tem no turismo a unica fonte de ruiqueza.
Ha varios hoteis e resorts mas a maior parte sem grande qualidade, e tem boas praias de areia. A agua do mar e sopa e esta um pouco escura e turva, nao sei se por ser epoca das moncoes e os rios carregarem mais sedimentos.
Por querermos um pouco de luxo (bons quartos, boa comida, piscina) viemos como ja tinha dito para o melhor daqui, o Radhika Resort em Nagoa beach, que fica a 10-15 km do centro de Diu, mas da cidade tambem ja nao precisamos, viemos aqui para descansar e alem disso uma manha ou tarde bastam para ver tudo o que ha para ver.
Esta e a ultima noite aqui, daqui vamos a uma terra relativamente proxima apanhar um voo interno para Bombaim onde ficamos dois dias e de Bombaim outro voo para Delhi. Os voos nao sao muito caros e vao nos fazer poupar dias de penosa viagem.

Wednesday, August 30, 2006

Nos anteriores posts ficou muito por contar. Fica sempre, e ha-de ficar. Por mais palavras que escrevea ou fotografias que tire a viagem e uma experiencia em nos mesmos, uma viagem tambem interior, e cada um faz a sua. Pessoa (um dos Pessoas, Bernardo Soares acho) defendia que toda a accao traz em si imperfeicao e nao agindo, nao viajando fisicamente, apenas usando a nossa mente e que poderiamos encontrar a perfeicao; Para mim ha a diferenca entre o dentro e o fora, o sonhado e o feito, embora a nossa percepcao seja sempre uma mistura dos dois. (acho que me deixei vaguear um bocadinho, e melhor ler o que esta para tras). Isto tudo so para dizer que vai sempre ficar muita coisa por dizer, mas que de facto falei pouco sobre os ultimos dias antes de vir para Diu e mesmo sobre o aniversario da Ana. Agora ja passaram mais dias e nao me sinto capaz de falar de tudo, vamos aceitar as imperfeicoes e continuar de onde ficamos.

Apanhamos o comboio da noite Jaipur-Ahmedabad, AC, vagoes-cama, dez horas de viagem muito suave, fosse sempre assim e.. se calhar nao tinha tanta piada, nao? Nos achamos, desta vez. De Ahmedabad para Diu ja nao foi diferente. Nao ha ligacao ferroviaria e a longa viagem nos pessimos autocarros nao nos convenceu. Alugamos um taxi por 3000INR (50 eurios). Nao sei o modelo do carro, vou por uma foto e voces talvez me saibam dizer. A viagem mesmo assim foi longa, mas nos ja estamos calejados e correu rasoavelmente bem. De nota apenas um furo no carequissima e recauchutadissimo pneu que obrigou a uma paragem numa aldeia onde nao devem ir muitos turistas: comecaram a olhar dois, depois sete e a certa altura estavam para ai quarenta indianos a olhar para nos, alguns a dois metros. Olhares curiosos e afaveis, ainda nao sentimos nenhum tipo de inseguranca.

Em Diu instalamonos no melhor hotel, alias resort, daqui, e estamos a fazer ferias de papo para o ar e muito solinho no dito papo. Agora vou acrescentar as fotografias (ia por mas esta muito lenta a ligacao) e deixar o resto para amanha. Ficou outra vez muito por contar. Fica sempre, e ha-de ficar.

Vou voltar atras para comentar os comentarios. A pobreza e de facto muita e ve-se muita gente a dormir nas ruas destas cidades superpopuladas e nao sabemos como fazem para comer e para viver. A nivel economico, frio, de numeros parece que a India esta a crescer, e mesmo se o numero de pessoas em pobreza extrema diminuiu isso nao diminui a tragedia humana de cada uma dessas vidas (Mao dizia que uma morte e uma tragedia e um milhao uma estatistica, e com essa espeto duas alfinetadas, ou mais). As consideracoes porventura leves que fiz sobre a situacao dos indianos devem-se (talvez) a varias razoes:
O saber (ate nos proprios guias diz) que de facto a India e um pais em crescimento economico e que isso se reflete no nivel de vida medio (abstracto, estatistico) das pessoas. O esperar, por relatos de outros, uma experiencia muito mais chocante como turista, de assedio constante e confrontacao com a precaridade. E tambem porque mentalizado que estava de vir encontrar coisas terriveis (que de facto se vejo) tentei colocar-me numa posicao de testemunha, mas com algum afastamento emocional, em que evito me envolver e comparar as nossas condicoes. Sei que esta gente tem nocao da sua precaridade, quanto mais nao seja por comparacao, mas tendo vivido assim todas as suas vidas nao sei se isso interfere com a sua nocao do mundo ou do que e felicidade. Acredito que sintam tristeza, insatisfacao, melancolia, resignacao, mas sera que gente que luta diariamente pela sobrevivencia tem tempo ou disponibilidade mental para essas consideracoes? Vou deixar para depois essas reflexoes

Sunday, August 27, 2006

Afinal sempre tenho mais uns minutinhos e vou tentar escrever mais qualquer coisa. Claro que agora os tais detalhes e promenores vao ser sacrificados em nome da informacao propriamente dita.
Comeco por dizer que estamos a sair de Jaipur, cidade preponderantemente comercial que gostamos muito, mais limpa do que as anteriores e com bastantes coisas para ver e para comprar, os souvenirs estao todos aviados. Em tracos grossos, ontem sobresaiu a visita ao palacio do Maharaja, nao por nenhuma beleza excepcional em si, mas por realmente nos transportar para aquele imaginario 'mil e uma noites' e os absurdos luxo e opulencia que faziam a vida destes priveligeiados.
Hoje foi dia de compras, aconselhados pelo nosso riquexo driver esquivamo-nos ao bazar e fomos directamente as 'factories', armazens que suponho estejam um degrau acima na cadeia de abastecimento. Aqui brilhou a Carol como excelente comercial, mais cigana que os ciganos: falou discutiu, fez ma cara, voltou costas, escreveu no papel, marralhou e fez os precos baixarem como as folhas no outono. Claro que se nos venderam e porque fizeram lucro, mas duvido que Ingles e Alemao consigam estes precos) .
No entanto e com tristeza que digo que como em todo o lado os "produtos regionais" se encontram massificados por producao em serie e de fraca qualidade e que a maior parte das coisas que por aqui se vem, ja se vem em todo o lado, globalizacao oblige..
Aproveito a deixa da Globalizacao para falar a cerca da felicidade do povo:
Ha de facto pobreza generalizada e muita miseria por todo lado, mas (e agora falo pelo que tenho lido ai em Portugal, pois nao tenho termo de comparacao) a pobreza extrema tem diminuido nos ultimos dez anos e ha um aumento da classe media qualificada activa, fruto da para muitos unicamente negativa globalizacao. O boom da internet e das tecnologias electronicas nivelou o terreno de jogo da economia Mundial, trazendo oportunidades aos indianos, quer a nivel mais basico ao bastante qualificado, com a deslocalizacao de inumeras unidades industriais do estrangeiro. No entanto a pobreza ainda e muita.
Quanto a felicidade, conceito relativo, eu acho que se pode dizer que os indianos aparentam ser felizes, sao muito serenos e cordatos (no meio de tanta gente e tanta confusao nao se ve nunca desacatos) e parecem ser um povo com alguma inocencia. Outros ocidentais classificam-nos como espirituais, nao sei, talvez.
Agora ja nao tenho mesmo tempo, ja me estiquei um bocado, vou ser telegrafico: Partimos agora a noite para Diu, tentar fazer uma praiinha, desisitindo da ideia de ir a Goa por causa das moncoes no sul.

Fotos


A pedido de muitas familias que insistiam em ver mais fotos aqui vai uma mao cheia. Leio os comentarios com muito agrado e sinto como e dificil agradar a todos pelos continuos reparos/sugestoes que ai sao feitos e que fazem deste blog um meio de comunicacao mais interactivo. Por outro lado o tempo que demorei a seleccionar e 'uploadar' as imagens faz com que agora eu nao tenha tempo para escrever mais do que um breve comentario das fotos.






Legenda:
  1. desentendimento entre mim e a carol resolvido a Dragonball (rimou).
  2. Viagem de comboio para Dharmsala (salvo erro) a tal em que fomos empoleirados.
  3. Elefante indiano e Mulher Portuguesa (especies ameacadas?) em encontro de 3o grau.
  4. Prendas de anos (rosa e colar de flores) da Ana oferecidas pelo nosso condutor de requixo nestes 2 dias em Jaipur. Brilhou.
  5. Por do sol em Jaipur visto das muralhas do Tiger Fort.
  6. Foto no palacio do maharaja em estilo capa de disco (ainda tiramos mais, mesmo a "banda pop", mas ficaram demasiado parolas!


Friday, August 25, 2006


A viagem foi. Dura, o costume. Afinal o autocarro deluxe ja estava cheio, tivemos que ir de castigo, outra vez. Manali-Delhi-Jaipur. Autocarro-Autocarro. Sempre mais que cheio. 24horas. Pneus carecas, estradas serpenteantes, conducao agressiva. Sempre a chover, deviam ser as tais moncoes. As malas iam no tejadilho do autocarro, ficou tudo completamente molhado.
Seguimos para sul e para oeste, estamos em Jaipur, capital do Rajastao. Chegamos hoje e ainda naoda para falar muito.
O ar e mais seco e a a paisagem tambem, aqui ao lado ha deserto. As arvores comecam a ser palmeiras e veem-se camelos. Da a sensacao de estarmos a entrar no medio oriente, mas pelas traseiras. Estamos no Pearl Palace, provavelmente o hotel mais limpo em que ja estivemos.
E uma questao cultural, a mao de obra e barata e cada hotel tem sempre varios empregados que devem ficar 80% do tempo desocupados, mas nao lhes passa pela cabeca limpar.

Wednesday, August 23, 2006


Como tao bem voces me lembraram nos comments -sim porque daqui voces todos sao como uma entidade so- tenho-me esquecido de falar do que temos comido, logo de coisa que a nos portugueses nos e tao querida. Pois bem, nao temos comido mal: No inicio em Delhi, e para jogar pelo seguro ficamo-nos pelas frutas descascadas por nos e por idas as multinacionais de fast-food, que curiosamente tambem adaptam os sabores dos seus pratos para os paladares locais. Depois disso temos comido a comida daqui, mas sempre com algum cuidado a escolher os restaurantes, temos ido sempre a sitios com bom ar. Acho que nesse aspecto estamos a fazer bem pois temos comido bem e os famosos desarranjos que os visitantes na india sofrem quase inevitavelmente so atacaram ao de leve, e as meninas, coisa que o nosso amigo imodium nao tenha prontamente resolvido. Eu e o Miguel rijos como o aco, ate ver, claro. Temos tomado quase sempre os pequenos almocos nos hoteis, cereais c leite e torradas, e depois vamos sempre comendo durante o dia coisas embaladas, bolachas, batatas fritas e fruta (as macas daqui sao optimas). Nos restaurantes temos comido muito bem em qualidade e quantidade, pedimos quase sempre pratos de galinha e vegetarianos e vamos provando uns dos outros. A comida aqui e sempre com molhos muito condimentados, tikki masala, caril, picantes e outros sabores que nao sei o nome mas que sao como estavamos a espera e ate como se come ai nos indianos. Temos sempre comido pao naan e bebido cerveja local, que tb n esta mal.


Neste momento estamos em Manali, que fica ja no inicio dos himalaias. Acho que a partir de agora nao vou falar mais em viagens boas e viagens mas, para nao azarar.. Chegamos ontem de autocarro directo de Mcleodganj, uma viagem que comecou as 6 da manha e acabou as 6 da tarde com direito a paragem de duas horas por causa de um furo, num autocarro muito mau e numa estrada muito ma. Agora ja decidimos vamos daqui para Delhi num autocarro 'Deluxe' o que nao quer dizer que va ser rapido mas ao menos vai ser mais confortavel.
Como compensacao pela viagem (e pela dormida em Mcleodganj, onde pagamos 1,25euros cada) decidimos gastar mais um bocadinho para ficar num sito melhor e entao fomos para uma cottage com dois quartos no Benson resort que nao estava nada mal.
Manali fica a cerca de 2000m de altitude e esta cercada de florestas e montes muito bonitos, hoje alugamos um Jipe (ia escrever Jeep, mas pareceu mal) com condutor e subimos ate os 4000m para ir ver o desfiladeiro de Rothan. Na subida vimos uma paisagens de vales e montanha incrivel, onde enormes paredes verticais de pedra sobre as quais caiam pequenos cursos de agua alternavam com declives mais suaves cobertos de relva e pontilhados por arvores muito bonitas que iam rareando a medida que subiamos. Infelizmente a visibilidade tambem ia diminuindo por causa das nuvens; ainda pensamos que as iamos ultrapassar mas quando chegamos la acima nao se via grande coisa e assim perdemos o que deve ser uma paisagem ainda mais espectacular.

Monday, August 21, 2006

Ja agora aproveito para agradecer os comentarios, e sempre bom receber feed-back e ir sabendo umas coisinhas dai, quem esta a mandar continuem quem ainda nao mandou comecem! Beijos

Se a viajem para Amritsar foi boa, hoje conhecemos o reverso da medalha.
Acordamos as 5 para apanhar o comboio para Panthakot, regional, cheio. Por cima dos bancos havia uns estrados de madeira, como os que ha nos vagoes-cama, mas sem colchao, claro e tivemos que nos amanhar dois de um lado e tres do outro. Dito assim nao parece muito mau, mas era durinho.. A certa altura ja com algumas horas de viagem comecaram a haver alguns lugares vagos e a coisa melhorou para o Miguel, Susana e Carol que se conseguiram deitar num desses estrados e dormir, para mim e para a Ana n foi assim tao divertido.
Mal chegamos a Panthakot tinhamos que apanhar um autocarro e ai tivemos sorte porque devido a um atraso ja quase nao tinhamos tempo mas um militar deu-nos boleia de Jipe ate a central, onde apanhamos a rasquinha um autocarro bem velhinho para Dharmsala.
A distancia entre Panthakot e Dharmsala e de cerca de 100 km mas demorou varias horas (nem sei bem quantas, mais de tres de certeza) porque comecamos a entrar nas montanhas e as estradas eram uma anedota com buracos e alguns precipicios (contudo nao tao mau como no Peru, Bruno). de Dharmsala (calma ja esta a acabar) viemos para Mcleodganj (apenas 9km) que tem a alcunha de Pequeno Tibete por viverem aqui muitos refugiados tibetanos e e onde fica a residencia oficial do Dalai Lama. Ele disse para eu lhe ligar se viesse aqui mas esqueci-me do numero.
Aqui o pequeno tibete e um sitio pequeno, passe a redundancia, e a atracao principal e o proprio templo budista, ve-se muitos monges na rua com aquele traje como o do proprio Dalai Lama e ve-se bastantes turistas, acho que o pessoal vem ca numa onda hippie\espiritual porque nao ha assim muito que ver e as montanhas ainda nao sao bem os himalaias, e mesmo o inicio, ainda e baixinho (prai 2000m, digo eu).
Amanha de manha vamos voltar para a estrada e vamos um pouco mais para dentro para os himalaias, mas so de fugida porque para visitar a India em tres semanas tem que ser assim mesmo

Sunday, August 20, 2006

De Delhi viemos para Amristar, mais a norte, junto ao Paquistao. Viagem tranquila de comboio com ar condicionado, 1a classe. Armistar tem como principal atracao o templo dourado, onde fomos hoje de manha, que e um local de peregrinacao misto para Hindus e Muculmanos. A tarde fomos mesmo ate a fronteira com o Paquistao ver o baixar da bandeira, numa cerimonia de rivalidade em que os soldados de ambos os lados fazem uma marcha furiosa e hilariante para mostrar a sua determinacao que de certa maneira faz lembrar galos. Este evento acontece todos os dias e a ele ocorrem multidoes que das bancadas e ao som do animador de service gritam palavras de ordem patrioticas e ha ate tempo para umas dancas no meio da estrada. Surreal.

O aspecto mais marcante, mais caracteristico da india sao os cheiros que se sente. Onde quer que estejamos ha um odor espesso, pungente, que preenche o ar e que apenas diminui de intensidade para dar lugar a outro e outro, e nessa sequencia um pouco de cada cheiro se funde com um pouco do proximo e criam um continuo, um so cheiro de fundo, como nas grandes cidades acontece com os ruidos. O cheiro a India.
Nao e bom o cheiro a India, po lama e esgoto, vendedores de isto de aquilo para a frente e para tras, bancas de fruta de comida, oleos de fritos misturas fortes, especiarias, agues paradas, lixo fezes, animais caes vacas gente criancas jovens adultos velhos, pobres pedintes mendigos mutilados desgracados deformados parados deitados. As vezes sao os olhos que cheiram.

Friday, August 18, 2006



Segundo dia, agora ja com o miguel. Era suposto acordarmos cedo para irmos a Agra mas acordamos mais tarde e passamos o dia aqui em Delhi. O pequeno almoco aqui no hotel era leite, cereais, omolete, pao e sumo, e apos alguma hesitacao sobre o que possivelmente poderia fazer mal ( leite, ovos..) acabamos por comer tudo, menos o sumo, que estava fora do prazo.

Apanhamos os quatro um requixo motorizado com um senhor simpatico e acabamos por andar com ele o dia todo. No resto da manha visitamos o complexo de Qutb Minar, cuja torre que lhe da o nome (73m) data de 1193. Era D. Afonso Henriques Rei a 50 anos...
O almoco foi muito bom, no restaurante do Baluchi park, um parque que tem veados e pavoes e comemos umas especialidades de galinha e cordeiro e uma vegetariana de lentilhas muito boas, que tal como o restaurante tinham sido recomendadas a carolina pelo indiano que fez a viagem de aviao ao lado dela. Nao era propriamente o boteco da esquina pelo que excedemos um pouco o orcamento medio previsto, no fim pagamos cerca de 400 Rupias cada um que equivale a cerca de 7 euros. A fotografia foi tirada no parque.
Da parte da Tarde fomos ver a tumba do imperador Humayun, que serviu de inspiracao para o Taj Mahal, onde alem do imperador e da sua esposa favorita, esta tambem sepultado o seu barbeiro. Assaltou-me entao o pensamento que na vertigem de viver a nossa juventude julgamos que viveremos para sempre e vamos protelando aquelas questoes importantes com que todos teremos que nos confrontar, como a quem acolher no nosso mausoleu..

Tuesday, August 15, 2006




Chegamos bem. Pelo menos eu a Susana a Ana e a Carol; ainda estamos a espera do Miguel que chega as 23, mas isso ja garante 80% de sucesso. Bem, um pouco menos que 80: O voo da Carolina de Barcelona para Londres (onde nos ja estavamos a espera) atrasou-se e ela chegou mesmo mesmo a ultima da hora. A mala dela nao foi tao rapida e entao ficou para tras..

Chegamos de manha mas ainda fomos dormir umas horinhas para o hotel, a espera em Londres, a viagem e o fuso deixaram mossas. A ida de taxi foi adrenalizante com ultrapassagens pela esquerda e pela direita, travagens e tangentes de centimetros (milimetros mesmo) aos outros transeuntes ; requixos-bicicleta e requixos motorizados, carros, carrinhas e autocarros em variados estados de decomposicao, carrocas de cavalos, as inevitaveis vacas, bicicletas, caes e claro peoes que se circundam numa infusao anarquica em que a unica regra em vigor e apitar repetidamente a buzina antes e depois de se fazer o que quer que seja, um pouco como nos telegramas se usa a palavra 'stop'.