Afinal sempre tenho mais uns minutinhos e vou tentar escrever mais qualquer coisa. Claro que agora os tais detalhes e promenores vao ser sacrificados em nome da informacao propriamente dita.
Comeco por dizer que estamos a sair de Jaipur, cidade preponderantemente comercial que gostamos muito, mais limpa do que as anteriores e com bastantes coisas para ver e para comprar, os souvenirs estao todos aviados. Em tracos grossos, ontem sobresaiu a visita ao palacio do Maharaja, nao por nenhuma beleza excepcional em si, mas por realmente nos transportar para aquele imaginario 'mil e uma noites' e os absurdos luxo e opulencia que faziam a vida destes priveligeiados.
Hoje foi dia de compras, aconselhados pelo nosso riquexo driver esquivamo-nos ao bazar e fomos directamente as 'factories', armazens que suponho estejam um degrau acima na cadeia de abastecimento. Aqui brilhou a Carol como excelente comercial, mais cigana que os ciganos: falou discutiu, fez ma cara, voltou costas, escreveu no papel, marralhou e fez os precos baixarem como as folhas no outono. Claro que se nos venderam e porque fizeram lucro, mas duvido que Ingles e Alemao consigam estes precos) .
No entanto e com tristeza que digo que como em todo o lado os "produtos regionais" se encontram massificados por producao em serie e de fraca qualidade e que a maior parte das coisas que por aqui se vem, ja se vem em todo o lado, globalizacao oblige..
Aproveito a deixa da Globalizacao para falar a cerca da felicidade do povo:
Ha de facto pobreza generalizada e muita miseria por todo lado, mas (e agora falo pelo que tenho lido ai em Portugal, pois nao tenho termo de comparacao) a pobreza extrema tem diminuido nos ultimos dez anos e ha um aumento da classe media qualificada activa, fruto da para muitos unicamente negativa globalizacao. O boom da internet e das tecnologias electronicas nivelou o terreno de jogo da economia Mundial, trazendo oportunidades aos indianos, quer a nivel mais basico ao bastante qualificado, com a deslocalizacao de inumeras unidades industriais do estrangeiro. No entanto a pobreza ainda e muita.
Quanto a felicidade, conceito relativo, eu acho que se pode dizer que os indianos aparentam ser felizes, sao muito serenos e cordatos (no meio de tanta gente e tanta confusao nao se ve nunca desacatos) e parecem ser um povo com alguma inocencia. Outros ocidentais classificam-nos como espirituais, nao sei, talvez.
Agora ja nao tenho mesmo tempo, ja me estiquei um bocado, vou ser telegrafico: Partimos agora a noite para Diu, tentar fazer uma praiinha, desisitindo da ideia de ir a Goa por causa das moncoes no sul.

1 Comments:
Muito bem Pedro. Foi magnífico, e sintético como convém na circunstância, o relato feito a propósito do desafio que lhe lancei.
Nada que não imaginasse!
Força,divirtam-se, não deixando de perceber a(s) realidade(s)que vão encontrando!
Um abraço e beijinhos para todos, e em particular para a Susana!
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